Arquivo para Dezembro, 2008

Estratégia de ventilação controlada por pressão esofágica melhora a oxigenação

Postado em Artigo, News em Dezembro 23, 2008 por cienciaacademica

De acordo com uma publicação do New England Journal of Medicine de 13 de novembro, o uso de pressão esofágica como um guia para a ventilação mecânica melhora acentuadamente a oxigenação e a complacência de pacientes com lesão pulmonar aguda.

O uso de volumes correntes reduzidos e de pressão expiratória final positiva (PEEP) melhorou a sobrevida dos pacientes com lesão pulmonar aguda, mas a determinação do nível ótimo de PEEP é difícil, observam o autor principal, Dr. Daniel Talmor, do Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston, e colaboradores.

O uso do balão esofágico para estimar a pressão transpulmonar, justificam os autores, poderia ajudar a encontrar um valor de PEEP que, ao mesmo tempo, mantenha a oxigenação e previna a lesão pulmonar provocada por repetidos colapso ou hiperdistensão alveolar.

No recente estudo, os pacientes com lesão pulmonar aguda ou síndrome do desconforto respiratório agudo foram randomizados para receber ventilação mecânica com PEEP determinada pela monitoração da pressão esofágica ou com o uso dos parâmetros usuais.

O estudo foi interrompido precocemente após o envolvimento de 61 pacientes quando se tornou claro que a ventilação mecânica controlada pela pressão esofágica melhorava significativamente a oxigenação em comparação com a ventilação baseada nos parâmetros usuais. Em 72 horas, a razão entre a pressão parcial de oxigênio arterial e a fração inspirada de oxigênio foi 88 mmHg mais elevada no primeiro grupo (p = 0,002). Diferenças significativas também foram perceptíveis em 24 e 48 horas.

O grupo sob controle de pressão esofágica também apresentou uma melhora significativa maior da complacência do sistema respiratório em 24, 48 e 72 horas do que o grupo sob tratamento padrão (p = 0,01), segundo indica o relatório.

“Apesar do estudo de Talmor e cols. não ser suficiente para recomendar uma mudança das práticas atuais, ele demonstrou uma segurança aceitável, e na ausência de uma prática padrão para a pressão pleural, parece razoável a realização de mais estudos desta técnica para avaliar a viabilidade e o benefício clínico, “Dr. Gordon R. Bernard, de Vanderbilt University School of Medicine, Nashville, Tennessee, escreve em um editorial relacionado.

  Clique aqui e leia mais…

Alguns fatores apontam para lesões do trato gastrointestinal na anemia assintomática

Postado em Artigo, News em Dezembro 23, 2008 por cienciaacademica

Pesquisadores paquistaneses relataram em uma publicação on line de 9 de novembro da BMC Gastroenterology que um número de fatores são indicadores de lesões gastrointestinais em pacientes com anemia ferropriva (AF) devido à perda oculta de sangue pelo sistema digestivo.

Dr. Shahid Majid e colaboradores do Aga Khan University Hospital, Karachi, observaram que a anemia é comum na população em geral de países asiáticos em desenvolvimento. Quando não há uma fonte evidente de sangramento, a anemia ferropriva é usualmente devida à perda sangüínea crônica pelo trato gastrointestinal e a assistência padrão inclui a avaliação deste.

Para determinar os indicadores de lesões gastrointestinais, os pesquisadores estudaram 95 pacientes com diagnóstico laboratorial de anemia ferropriva sem sintomas gastrointestinais. Todos os participantes do estudo se submeteram a esofagogastroduodenoscopia e colonoscopia.

A equipe encontrou uma causa para a anemia em 71% dos pacientes, e 50 (53%) apresentaram lesões associadas a sangramento, a maioria delas na porção superior do trato gastrointestinal. Entre as causas gerais estavam doença celíaca e gastrite com Helicobacter pylori positivo.

Análises mostraram que idade mais avançada, baixo volume corpuscular médio e positividade para a presença de sangue nas fezes foram indicadores de lesões gastrointestinais associadas a sangramento. Dessa forma, os pesquisadores concluem que estes marcadores podem indicar lesões gastrointestinais à endoscopia em pacientes com anemia ferropriva sem sintomas gastrointestinais.

Na verdade, Dr. Majid declarou à Reuters Health que a avaliação gastrointestinal é necessária uma vez que “uma grande proporção de pacientes pode apresentar uma doença de etiologia potencialmente tratável”.

A grande proporção de lesões na região superior do trato gastrointestinal, ele acrescentou, “justifica a endoscopia deste local como procedimento endoscópico inicial em pacientes com anemia ferropriva sem sintomas gastrointestinais”.

Clique aqui e leia mais…

Pessoas que roncam muito perdem mais calorias ao dormir

Postado em Artigo, News em Dezembro 23, 2008 por cienciaacademica

Uma nova pesquisa da Universidade da Califórnia, San Francisco indica que pessoas com problemas respiratórios e ronco pesado durante o sono queimam mais calorias enquanto dormem. De acordo com os pesquisadores, as pessoas analisadas com os piores casos de apnéia do sono queimaram em média 373 calorias a mais por dia do que aquelas com apenas sintomas leves do problema. Os cientistas americanos afirmam que mudanças no sistema nervoso desencadeadas pelo problema podem ser as responsáveis pela queima maior de calorias. O estudo foi publicado na revista Archives of Otolaryngology – Head and Neck Surgery. Mas, apesar de gastar mais energia ao dormir, os pacientes que têm apnéia do sono compensam tudo ao sentir mais desejo por comida e mais preguiça na hora de fazer exercícios, segundo o especialista britânico John Stradling, do hospital John Radcliffe, em Oxford. Problemas Os autores da pesquisa, liderada por Eric Kezirian, afirmam que a energia a mais é usada pelo sistema nervoso para responder à baixa qualidade dos padrões de sono das pessoas que roncam muito. Mas o estudo não esclarece a razão por que pessoas obesas também sofrem de apnéia do sono. A apnéia do sono – que causa o bloqueio parcial ou completo das vias aéreas – faz com que a pessoa não tenha uma boa noite de sono, o que deixa o paciente muito sonolento durante o dia. O problema também está ligado a um risco maior de problemas como pressão alta e doenças cardiovasculares. Os cientistas da Universidade da Califórnia, San Francisco mediram o número de calorias queimadas “durante o descanso” em 212 pacientes. Em média, os voluntários gastaram 1.763 calorias por dia desta forma, mas aqueles com casos mais graves de apnéia do sono gastaram 1.999 calorias. Os que apresentavam o problema de uma forma menos grave gastaram uma média de 1.626 calorias. As calorias a mais consumidas são equivalentes a 30 minutos de exercício intenso na academia. Razões O especialista britânico John Stradling afirma que o estudo americano é “plausível” e combina com as experiências de seus pacientes, que afirmam ser difícil perder peso depois que os sintomas da apnéia melhoram. Para o professor britânico, existem alguns motivos que podem levar os pacientes com apnéia do sono a queimar mais calorias durante a noite. Segundo Stradling, eles passam menos tempo no estágio de sono profundo, quando a temperatura do corpo cai naturalmente. Além disso, diz o especialista, eles podem gastar mais energia apenas lutando para respirar e, cada vez que o sono é interrompido por problemas respiratórios, o corpo dispara uma dose de adrenalina – queimando ainda mais calorias. Mas Stradling afirma que os efeitos da apnéia do sono não são uma forma de perder peso. “Se você tem apnéia do sono, você se sente muito sonolento durante o dia e desmotivado para fazer qualquer tipo de exercício”, diz o professor. “Também sabemos que a falta de sono aumenta o apetite e diminui a força de vontade.”

Clique aqui e leia mais…

Ácidos graxos do cérebro podem ser solução para obesidade

Postado em Artigo, News em Dezembro 23, 2008 por cienciaacademica

Em artigo publicado na revista Nature Neuroscience, os cientistas disseram que um experimento para reduzir os níveis desses ácidos no hipotálamo de ratos de laboratório levou os roedores a comerem mais e a aumentarem de peso.

Os pesquisadores ressaltaram que a descoberta sugere que o restabelecimento dos níveis de ácidos graxos no cérebro pode ser um caminho para um tratamento contra a obesidade.

Segundo os cientistas, o hipotálamo é o principal regulador cerebral dos hormônios e nutrientes, especialmente a glicose, e regula o consumo de energia e o metabolismo.

A solução do problema da obesidade é especialmente importante nos Estados Unidos, onde 60% da população é obesa ou está acima do peso.

O estudo enfocou especialmente uma molécula dos ácidos graxos chamada “malonyl CoA”, que seria um dos nutrientes que influi no regulamento do consumo de alimentos realizado pelo hipotálamo.

Na pesquisa, os cientistas reduziram o nível da proteína para determinar sua função. O resultado foi um aumento substancial do consumo de alimentos, que teve como resultado uma obesidade que se manteve durante pelo menos quatro meses, disseram.

“Demonstramos que a modificação dos níveis de ‘malonyl CoA’ nessa região do cérebro altera o mecanismo com o qual o hipotálamo controla o peso normal”, disse Luciano Rossetti, diretor do Centro de Pesquisa do Diabetes do Colégio Médico.

“Determinar uma forma de ajustar os níveis da ‘malonyl CoA’ no hipotálamo humano pode levar a tratamentos que não só tratarão a obesidade, mas também ajudarão a prevenir o diabetes e outras conseqüências do sobrepeso”, concluiu.

Clique aqui e leia mais…

Estudos desvendam relação entre depressão e doenças cardíacas

Postado em Artigo, News em Dezembro 23, 2008 por cienciaacademica

Pessoas depressivas estão literalmente doentes do coração: elas correm um risco significantemente maior de ter doenças cardiovasculares e ninguém sabe exatamente por quê. Três novos estudos tentam explicar o fato e suas conclusões são sutilmente diferentes. O primeiro, liderado pela doutora Mary A. Whooley do Centro Médico de Cuidados aos Veteranos de São Francisco, estudou 1.017 pacientes com doenças da artéria coronária durante uma média de quatro anos. Embora o estudo tenha encontrado uma associação entre depressão e doenças cardíacas, quando os pesquisadores levaram em conta outras condições médicas, como a severidade da doença e inatividade física, a associação desapareceu. A conclusão a que chegaram veio por meio de uma explicação relativamente direta: a depressão leva à inatividade física, e a falta de exercício aumenta o risco de doenças cardíacas. O estudo aparece na edição de 24 de novembro do Journal of the American Medical Association. Um segundo estudo, publicado na terça-feira no Journal of the American College of Cardiology fornece uma perspectiva diferente. Ele envolveu mais de 6,5 mil homens e mulheres saudáveis com idade média de 51 anos. Os pesquisadores testaram os sintomas de depressão dos pacientes e os acompanharam durante mais de sete anos em média. Esse estudo também constatou que questões comportamentais, como fumo e inatividade, eram fortes fatores de risco de doenças cardíacas entre pessoas depressivas ou ansiosas, sendo responsáveis por 65% da diferença de risco. Mas eles também constataram que pessoas depressivas tinham níveis mais altos de hipertensão e de proteína C-reativa, e que esses dois fatores fisiológicos eram responsáveis por cerca de 19% do aumento de risco. Mark Hamer, pesquisador sênior da Universidade College London, foi o autor líder do estudo. Enquanto esses dois estudos sugerem que o mecanismo pelo qual a depressão exerce seu efeito se deve em grande parte ou inteiramente a comportamentos prejudiciais à saúde, um terceiro estudo, publicado na edição de dezembro do Archives of General Psychiatry, constatou que outra coisa poderia ser ainda mais importante. Esse estudo, cuja autora principal foi a doutora Brenda Penninx, professora de psiquiatria da Universidade VU de Amsterdã, acompanhou 2.088 adultos em boas condições físicas entre 70 e 79 anos. Não foi constatada diferença na atividade física entre os adultos depressivos e o restante. Mas o estudo constatou que sintomas de depressão estavam associados a um aumento do acúmulo de gordura visceral ¿ a barriga pochete, conhecida como um fator de risco de doenças cardiovasculares. Isso sugere que existe um mecanismo biológico que associa a depressão a mudanças fisiológicas, a despeito de quanto uma pessoa se exercita. Para complicar ainda mais a questão, Penninx sugeriu que seus pacientes fisicamente saudáveis poderiam ter um tipo diferente de depressão. “Existe hoje bastante evidência de que entre os pacientes que sofreram ataque cardíaco, os sintomas físicos de depressão são mais preponderantes”, disse ela, “o que sugere que a sua depressão é diferente daquela normalmente observável em amostras de pessoas saudáveis”. Por enquanto, Hamer, de Londres, ofereceu o que poderia ser a última palavra sobre a relação complicada entre depressão e doenças cardíacas. “É realmente bastante difícil de entender,” disse ele.

Clique aqui e leia mais…