De acordo com uma publicação do New England Journal of Medicine de 13 de novembro, o uso de pressão esofágica como um guia para a ventilação mecânica melhora acentuadamente a oxigenação e a complacência de pacientes com lesão pulmonar aguda.
O uso de volumes correntes reduzidos e de pressão expiratória final positiva (PEEP) melhorou a sobrevida dos pacientes com lesão pulmonar aguda, mas a determinação do nível ótimo de PEEP é difícil, observam o autor principal, Dr. Daniel Talmor, do Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston, e colaboradores.
O uso do balão esofágico para estimar a pressão transpulmonar, justificam os autores, poderia ajudar a encontrar um valor de PEEP que, ao mesmo tempo, mantenha a oxigenação e previna a lesão pulmonar provocada por repetidos colapso ou hiperdistensão alveolar.
No recente estudo, os pacientes com lesão pulmonar aguda ou síndrome do desconforto respiratório agudo foram randomizados para receber ventilação mecânica com PEEP determinada pela monitoração da pressão esofágica ou com o uso dos parâmetros usuais.
O estudo foi interrompido precocemente após o envolvimento de 61 pacientes quando se tornou claro que a ventilação mecânica controlada pela pressão esofágica melhorava significativamente a oxigenação em comparação com a ventilação baseada nos parâmetros usuais. Em 72 horas, a razão entre a pressão parcial de oxigênio arterial e a fração inspirada de oxigênio foi 88 mmHg mais elevada no primeiro grupo (p = 0,002). Diferenças significativas também foram perceptíveis em 24 e 48 horas.
O grupo sob controle de pressão esofágica também apresentou uma melhora significativa maior da complacência do sistema respiratório em 24, 48 e 72 horas do que o grupo sob tratamento padrão (p = 0,01), segundo indica o relatório.
“Apesar do estudo de Talmor e cols. não ser suficiente para recomendar uma mudança das práticas atuais, ele demonstrou uma segurança aceitável, e na ausência de uma prática padrão para a pressão pleural, parece razoável a realização de mais estudos desta técnica para avaliar a viabilidade e o benefício clínico, “Dr. Gordon R. Bernard, de Vanderbilt University School of Medicine, Nashville, Tennessee, escreve em um editorial relacionado.